Engenharia de execução como parceira da arquitetura

Arquiteta e engenheiro analisam um projeto em um tablet, em um ambiente residencial.

Em uma reforma, o arquiteto já tem decisões suficientes para administrar. Sendo assim, a construtora não deveria se tornar mais uma delas.

Engenharia de execução comprometida com o projeto

Sempre enxerguei a execução como uma parceira do projeto. Quem assume uma obra precisa compreender a intenção arquitetônica, respeitar as escolhas feitas e trabalhar para que aquilo que foi concebido chegue ao resultado final com a maior fidelidade possível.

Isso parece óbvio, mas é justamente durante a execução que essa relação é colocada à prova.

Como lidar com imprevistos da reforma

Reformas apresentam imprevistos. Surgem interferências, limitações da estrutura existente, incompatibilidades, dificuldades de acesso e situações que não poderiam ser completamente antecipadas no projeto.

Nesses momentos, acredito que o papel da construtora não é criar resistência, devolver problemas ao arquiteto ou transformar cada dificuldade técnica em uma nova preocupação para ele. Pelo contrário, é estudar alternativas, mobilizar a equipe técnica e conduzir a obra com segurança, serenidade e maestria, chegando à conversa com caminhos possíveis e soluções bem avaliadas.

Preservar a intenção arquitetônica

Quando uma adaptação se torna necessária, o primeiro compromisso deve ser entender o que aquela decisão representa para o projeto. A pergunta deve ser: “como podemos superar essa dificuldade técnica preservando a intenção original e a fidelidade ao projeto?”

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Uma parceria que apoia o arquiteto

É esse tipo de relação que procuro construir com os arquitetos com quem trabalho. Uma relação em que o profissional sabe que encontrará na obra uma equipe capaz de ajudá-lo na condução da reforma, antecipar dificuldades, resolver problemas sem reclamações desnecessárias e executar com respeito às decisões de projeto.

Afinal, uma boa construtora não deve representar mais trabalho ou resistência para o arquiteto. Deve ser o apoio técnico que o ajuda a transformar o projeto imaginado em uma obra executada com excelência.

Leia também: Compatibilização não é detalhe técnico, é proteção de resultado.

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